quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ingênuo!

Como eu estava dizendo agora há pouco...
É.. mas, afinal, o que mesmo eu estava dizendo?

Ah, lembrei:

Todo relacionamento tem um começo, um meio e um fim.

Atrevo-me a dizer que um relacionamento tanto é mais estável quanto maior o respeito inter-dispendido (como será que se enquadra? com hifen ou sem hifen?).

Começo:

Tudo é maravilhoso, o sexo só é tórrido...

Primeiro tempo:

Nem tudo é perfeito, mas o sexo está cada vez melhor...

Meio tempo:

Há vezes que somos almas gêmeas, outras que somos espíritos antagônicos presos um ao outro...

Fim:

Não receber a justa recompensa...



Conclusão:

Sou ingênuo a ponto de esperar uma recompensa no fim do labirinto.!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Vita!

Mas o que é isso? Afinal, o que está acontecendo?Existe um sentido em tudo isso? Alguém poderia dizer o que estamos fazendo aqui? Os valores são esses, de todo dia? Que mundo é esse que o tempo todo nos afasta da pergunta primordial? Por que viemos, de onde foi e para onde vamos depois?  Ou como diz a música italiana: “Che cosa restarà di noi, di tutte le esperienze che abbiamo havuto in questa vita? "  

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Eu cresci ouvindo histórias!

Caro amigo,

Essa sua contribuição foi muito boa. Gostei!

Com relação, especificamente, ao apelido que você me deu eu quero dizer que achei muito legal! Sabendo do sentimento de amizade que temos, acredito piamente que quando você pensou nele não foi de forma irônica. Por isso me sinto agradecido e


aceito!


Sem medo de ser mal compreendido por todos os demais eu me justifico.

Se ao mesmo tempo sou muitas vezes sangüíneo, agressivo e até cruel com aqueles que gosto; eu procuro ter atitudes nobres. Não me entenda mal!


Eu cresci ouvindo histórias!


Meu pai - uma figura difícil, (i) - como aquelas que existiam antigamente nos álbuns de figurinha e que vinham carimbadas; aquelas que, (ii) - no primário, a gente exibia todo orgulhoso quando tinha a sorte de encontrar e, no recreio, não punha no monte para “bater” com os colegas – achava que o caráter de um homem devia ser moldado pelos bons exemplos. Em momentos solenes, muitas vezes à mesa, tendo como público apenas minha mãe eu, ele, enquanto comíamos, narrava algumas passagens nobres de nossos antepassados, histórias sobre boa educação, honra,

 honestidade e outros valores não menos louváveis. Nem sei se as histórias eram verdadeiras, acho que nunca me preocupei muito com isso. Para mim eram histórias fantásticas! Em todos os sentidos. Fantásticas porque eu as achava bonitas e imaginava as situações, construía mentalmente os cenários, dava feições aos personagens, enfim, as produzia e elas me pareciam reais. Fantásticas, também, porque eram muito distantes da realidade do meu dia a dia, onde eu via pessoas que davam valor a coisas muito diferentes, em que esses, de honra, honestidade e bondade não faziam, absolutamente, parte da receita do sucesso.

Meu pai contava essas histórias atribuindo-as à nossa família e eu tinha orgulho, mas, ao mesmo tempo, me sentia responsável pela continuidade dessa extirpe de nobres. Esse outro lado às vezes me pesava. Não foi uma ou duas vezes que eu me peguei, diante de uma situação qualquer, pensando em como agiriam meus bisavôs ou meus avôs. E isso sempre foi complicado. O panorama parecia-me outro, muito distante do mundo que aqueles senhores de chapéu coco e bengala tinham existido. Como agiria meu avô (e meu bisavô) nesse mundo? Bem diferente do deles, imagino.

É engraçado, porque hoje eu entendo a real intenção! Papai tinha grandes expectativas com relação ao meu futuro! Na verdade era mais que isso, ele depositava em mim toda a sua esperança!

Ele perdeu um filho, meu irmão mais velho e, essa perda, marcou e mudou sua percepção do mundo, sobretudo sua fé em Deus!! Também marcou - e profundamente - seu modo de amar! Mas isso é uma outra história! Quem sabe, um dia, eu tenha a capacidade de escrever sobre ela!


Um grande e fraternal abraço!


sexta-feira, 25 de julho de 2008

Chat

-Qual foi o livro que você mais gostou?
-Crime e Castigo.
-Por quê?
-Como assim por quê? Você leu?
-Estou lendo e soube que é o livro que você mais gosta.
-E você está gostando?
-Não. Justamente por isso que resolvi fazer a pergunta. Estou achando chato. Lento. Não entendo aonde o Dostoievski quer chegar. Todo esse questionamento interminável do Raskolnikov...
-E, então me permita uma pergunta: qual foi o livro que você mais gostou?
-Ah, eu gostei de muitos! Mas diria sem medo que um dos meus prediletos foi o Fernão Capelo Gaivota! Mas eu só vi o filme.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Parar de fumar.

Acendo um cigarro enquanto espero meu cachorro ter alguns momentos só dele. Solto a guia e digo:
- Vai, vai ser cachorro!
Ele abana o rabo e sai quase me arrastando (esse fecho da guia sempre me atrapalha), cheirando o não tão vasto gramado da pracinha de entrada da rua do meu pai.
Nesses momentos eu reflito. Fumo e reflito. Foi quando tive a inspiração de escrever um texto de incentivo a “parar de fumar”! Irônico, eu estava fumando. Mas pensei que pudesse impressionar uma frase, por exemplo, como:
“Pare de fumar e respire a vida!”
Porque, afinal, sinto a vida entrando toda vez que respiro. Talvez, fumar seja (em vez de só um mero prazer) um ato de covardia. Uma tentativa de diminuir um pouco o volume. Amortecer a intensidade que a vida atinge o indivíduo. E por aí fui vagando em meus pensamentos. Juro que estava completamente sóbrio e descansado.
O Bobby faz xixi em todas as árvores. Ele se acha um perdigueiro. Vai andando lentamente com o focinho grudado no chão. De vez em quando, para e começa a arrastar suas patas para trás, riscando o chão, sei lá porque, nunca entendi, acho que é um transtorno obsessivo compulsivo, ou toc, para os entendedores, daqueles realmente crônicos.
Será que eu vou parar de fumar, como prometi para a Helena no réveillon? Sem querer me pego contando quantos ainda tenho no maço. Tenho só mais 4 e ainda são só 8 e meia. Que sorte que eu trouxe minha carteira. Na volta eu passo pela banca e compro. Aquele chato do dono da banca não vende Galaxy. Lá vou eu fumar o Marlboro azul. Não é dos piores, mas eu gosto mesmo é de Galaxy.
- Bobby, vem! Junto, aqui! Vamos. Chega. Vem cá cachorro, pombas! Pronto, não vamos brigar, hein? Não vai ficar me puxando pra todo canteiro daqui até em casa! Quero passar na banca do bigode pra comprar cigarro! Como se chama o bigode? Sei lá, uma vez eu o chamei de bigode, ele respondeu.
As ruas, 3 anos atrás, eram menos movimentadas. Ou talvez as pessoas, 3 anos atrás, não estivessem tão estressadas como hoje! Tenho que segurar firme o Bobby para não ir atravessando sem olhar. E tenho que puxar forte quando é possível atravessar a rua. Sinto-me um “ET”. Todos de carro. Só eu a pé. As pessoas presas no trânsito, de vidro fechado, entre uma acelerada e outra, nos intervalos de buzinas aflitas e neuróticas, olham para mim e para meu cachorro com um misto de estranheza e admiração. Só eu estou a pé.
- Desculpa, não quero ser entrão, mas como é mesmo seu nome?
-Marcelo.
-Oi Marcelo. Dois Marlboros azuis, por favor.
- R$ 6, 50.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Introspectivo


Algo leva a crer que nos momentos em que Judas (antigamente) explodia, hoje fica introspectivo.
Quer dizer: ele fica é quieto!
Isso talvez porque hoje ele sabe que (na maioria das vezes em que explodia), a razão, o motivo, a espoleta estava dentro e não fora. A opção de partir para ignorância, ou não, é feita internamente. Basta olhar para fora que, hoje, ele percebe como é melhor olhar para dentro. Na verdade, ele acha muito mais interessante.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Pela volta dos bidês!

Já há algum tempo eu venho assistindo calado à diminuição acelerada dos bidês nos banheiros domésticos brasileiros. Poderia me enveredar pelo caminho da argumentação de que, essa iminente extinção, é a queda de mais um dos símbolos que representam resistência ao capital imperialista americano. Que estamos correndo o sério risco de vermos por terra um importante símbolo de distinção contra o gosto duvidoso americano. Afinal, eu não poderia deixar de expor uma famosa e deliciosa estória familiar, que minha mãe sempre me contava. Ela dizia que uma vez, anfitrionando uma americana esposa de um cliente de meu pai, levou a dita senhora para conhecer a casa e, quando chegaram ao banheiro, a americana com ar de nítida curiosidade perguntou, apontando para o bidê:
- “Oh… how sweet! Is this to put the baby in?”
Ao que minha mãe, meio que pega de surpresa, respondeu:
- “No… it’s to put the baby out!”
Mas, não vou seguir por este caminho! Minha indignação, ou melhor, meu desgosto, ao constatar que o sumiço desse importante aparelho é coisa de mais ou menos dias, é, principalmente, sob o ponto de vista do conforto!
O bidê tem inúmeras conveniências. É uma das coisas mais úteis do banheiro. Assim, de cabeça, eu me lembro, por exemplo, de vários usos, fora, claro, o ortodoxo: de proporcionar, tanto às mulheres, como aos homens, o refrescante e consagrado “meio banho”.
Senão, vejamos:
· Para lavar e escaldar os pés;
· Como apoio de pé para cortar as unhas;
· Como assento enquanto seca o cabelo;
· Como revisteiro;
· Como cesto de roupa suja;
· Para deixar uma roupa de molho;
· Como reservatório quando há um aviso de falta d’água.
Enfim, essas conveniências são aquelas que me vêem agora, mas tenho certeza que cada um tem um uso particular, às vezes até reservado.
Por essas razões e, também, por achar que um banheiro sem bidê não tem o mesmo charme e, ainda, porque o fato de quererem deixar de fornecê-lo nas casas de banho modernas tem como um dos motivos a redução da área em metros quadrados desse importante cômodo de uma casa, que resolvi iniciar um movimento pela volta dos bidês.
Minha intenção é de iniciar já um abaixo assinado em favor da votação de um projeto de lei que determine a obrigatoriedade da previsão em planta de, no mínimo, um bidê por banheiro.
Você - que concorda comigo e, assim como eu, vem lamentando em silêncio esse triste acontecimento - convoco sua adesão!
Para formalizar sua inconformidade, favor deixar em “comentários” seu nome, endereço e número de seu título eleitoral.
Juntos, podemos mudar esse país!